01/12/2009 - 10h37
No reino dos produtos diet não existe nem marolinha
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Vivemos um bom pedaço de 2009 ameaçados pelo fantasma da crise econômica, que pintou miséria lá fora. Tivemos problemas, sim, na indústria, na concessão de crédito. O governo enfrentou queda na arrecadação de impostos e ameaçou "pegar emprestada" a restituição do Imposto de Renda de muitos contribuintes. Felizmente, a situação está se normalizando. Mas há um segmento onde a crise aparentemente não fez nem cócegas: o dos produtos voltados para quem vive brigando com a balança.
Com crise ou sem crise, os aspirantes à magreza seguem consumindo os shakes, barrinhas, bolachinhas, gelatinas, sopas e afins. As empresas que fornecem os suprimentos agradecem. Veja o caso da Herbalife, multinacional norte-americana de nutrição, conhecida pelos shakes, sopas, barras de proteína, suplementos e pelo indefectível slogan "perca peso agora! Pergunte-me como". Entre janeiro e setembro deste ano, a unidade brasileira do grupo registrou um faturamento de R$ 372 milhões com a venda de seus produtos.
O crescimento foi de 16,5%em relação aos R$ 319,2 milhões obtidos nesse mesmo período do ano passado. E olhe que naqueles nove primeiros meses de 2008 os reflexos da crise ainda nem tinham aparecido por aqui. A quantidade de itens comercializados também aumentou nos nove primeiros meses de 2009: 8,5%. Os gorduchos e os não gorduchos (mas que se acham gêmeos de Free Willy) compraram 7,7 milhões de unidades, 600 mil a mais.
Outro número favorável à unidade brasileira da Herbalife: os 138 mil distribuidores independentes passaram para 150,5 mil entre janeiro e setembro. Alta de 12,3%. Marcelo Zalcberg, diretor geral da Herbalife no Brasil, acredita que, no caso do aumento no número de distribuidores, houve uma ajuda da crise, sim. Para ele, as pessoas encontram no segmento da venda direta uma oportunidade de negócios. Faz sentido. Consumidor em potencial é o que não falta. Especialmente com a chegada do verão.
Fonte: Blog de Tatiana Nascimento, no Diário de Pernambuco