21/12/2009 - 09h36
Administrando o 13º salário
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O 13º salário é um direito trabalhista que corresponde a um salário mensal do trabalhador formalmente contratado, devendo a primeira metade ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro de cada ano. A primeira metade pode também ser paga no mês da ocorrência das férias do trabalhador, desde que esta faça a solicitação formalmente (por escrito), ao empregador, até o final do mês de janeiro.
O melhor momento para receber é o quanto antes possível (dinheiro na mão é melhor que dinheiro a receber), uma vez que se for gasto, comprará mais (evitando inflação futura); se for usado para pagar dívida, evitará juros futuros; se for aplicado no mercado financeiro, renderá por mais tempo.
O inconveniente da antecipação do recebimento, entretanto, é não ter o reforço de caixa tão oportuno no período de compras de fim-de-ano e de concentração de despesas (tributárias e escolares) nos primeiros meses do ano seguinte.
Quando se aproximam as datas em que ocorre o maior volume de pagamentos do 13º (30 de novembro e 20 de dezembro) os estabelecimentos comerciais começam a disputar esses recursos com anúncios publicitários; as casas de crédito o fazem antes, oferecendo empréstimos a que denominam "antecipação do 13º". Quem puder e resistir deve fugir a ambas as tentações.
A melhor política para administrar o 13º é a que mais se aproxime da regra do 1/3 (um terço ou um por três). Ela consiste no seguinte procedimento: dividir o valor líquido (descontados o INSS e o imposto de renda) do 13º salário por três; utilizar 1/3 para pagar eventuais dívidas (resolver o passado), reservar 1/3 para as despesas extras do primeiro trimestre do ano seguinte (prevenir-se em relação ao futuro), e por fim "torrar"o 1/3 restante sem constrangimentos ou dores de consciência (usufruir o presente aliviando as frustrações e tensões acumuladas por tanta contenção de despesas ao longo do ano).
Se não houver dívidas, sorte: a regra passa ser a do meio a meio (50% para gastar no primeiro trimestre com despesas obrigatórias e 50% para "moer" já).
Quanto maior o salário, mais fácil aplicar a regra do 1/3 ou do meio a meio, desde que se trate de uma pessoa com bom equilíbrio emocional, conhecimento de finanças pessoais e resistência aos apelos ultraconsumistas. Salários menores tendem a dificultar a aplicação das regras, por coincidirem com maior grau de endividamento, que exigem mais do que 1/3 ou metade do 13º. para ser sanado. Ainda assim, vale a pena tentar.
Fonte: Blog Finanças Pessoais, de Valdemir Pires